Dica de Hotel (inesquecível) em St Barth

Uma das minhas grandes paixões (junto da gastronomia) é o mergulho. Mas não só o mergulho, todo o conjunto: a praia, o cheiro do mar, o sol… Por isso, estava com muita, mas muita expectativa para minhas “mini-férias” em St. Barth, Antilhas Francesas, no Caribe.

Fiquei no hotel Le Sereno, no nordeste da ilha, à beira de uma praia paradisíaca, onde mergulhei durante horas, apenas com snorkel. Lá muita gente também praticava windesurf, kitesurfe e eu mesma acabei encarando um caiaque para ir até a praia do lado.

Mas falando de Caribe, seria fácil conquistar pelas praias perfeitas (não sei dizer qual a mais bonita, mas falarei sobre elas em um novo post): o hotel conta com uma infra-estrutura, hospitalidade e serviços impecáveis, daqueles para se comemorar datas históricas que ficarão na memória por toda vida. Não é a toa que tenho alguns amigos que passaram lua-de-mel nesse LHW Hotel. E sem esquecer mas já enfatizando muito: é LINDO, LINDO, LINDO!

Os quartos e todo o hotel têm uma decoração minimalista seguindo o conceito de que “menos é mais”. Fiquei encantada com a varanda, que foi ponto certo todo dia assim que acordava, durante o dia quando dava alguma passadinha por lá e antes de ir dormir: ficava olhando o mar, a paisagem, a lua, as estrelas, e parecia que o tempo estacionava…

O restaurante do hotel abriga não apenas o café da manhã continental: é no estilo francês, onde trazem todos os itens que você escolhe do cardápio à mesa, sem precisar ficar se levantando para se servir.

E olhando para o mar, claro! Assim como o almoço e o jantar, que comemos de frente para a praia, com pratos impecáveis, pelo chef belga Alex Simone. No jantar tive a sorte de ter não apenas uma lua cheia, mas também uma cantora francesa com os maiores clássicos ao vivo para deixar qualquer refeição inesquecível (incluindo Bossa Nova, em francês, claro!)

Depois era so voltar para o quarto, que essa cama vai estar esperando, de frente para o mar, para no dia seguinte fazer tudo denovo…

Contarei em outros posts mais sobre as praias, sobre a viagem até a ilha (e que o Le Sereno faz um super trabalho para a recepção), mais sobre o hotel (realmente apaixonada por lá!) e restaurantes!

La Fabrica della Pasta di Gragnano: massa seca perfeita!

A viagem que fiz pelo interior da Italia foi uma das mais especiais da minha vida. Já tinha ido algumas vezes para Roma, até mesmo para Florença, Veneza que são lindos mas absurdamente turísticos, mas alugar um carro e ir pelas pequenas cidades, provando as comidas mais especiais com receitas que passam por gerações foi algo realmente inesquecível na minha vida.

Por isso, ao provar as massas da La Fabrica della Pasta di Gragnano toda essa lembrança me veio à mente. São 4 gerações fabricado mais de 140 cortes de massas, desde 1848. Achei muito interessante que eles continuam utilizando o método tradicional de secagem, onde a massa leva cerca de 3 dias para atingir o ponto para embalagem, ao contrário das tradicionais que para esse processo acabam levando apenas poucas horas.
Elas são fabricadas em Napoli e algumas são ásperas quase como uma lixa, o que é sinônimo de qualidade (afinal o molho adere muito melhor em massas com essa caracteristica).
E digo mais! Até que me provem o contrário, essas são as melhores massas secas que estão disponíveis no mercado aqui em sampa. E achei uma ótima sugestão para aqueles que pensam em fazer um jantar especial no dia dos namorados que se aproxima…
Resumindo: fantásticas e perfeitas para uma refeição especial, com um vinho e molho caprichados. Só por favor não exagerem na quantidade de molho, vale a pena servir com ele no meio para que o sabor e textura sejam sentidos. Elas são importadas pela Casa Flora mas estão à venda em casas como Santa Maria, Santa Luzia etc. Amei, fica a dica!

Minhas 5 dicas para um menu degustação (e finalmente fui ao Astrid y Gaston!)

Depois de algumas idas ao Astrid y Gaston do Chile e uma tentativa frustrada de reserva no do Peru, finalmente consegui! Afinal, já tinha escutado que não havia comparação (o que de fato foi comprovado!), e acho que o principal motivo deve ser o fato de o do Chile não ter o menu degustação. Então considerando toda situação, tive que provar a tal sequência.

Nas minhas andanças depois de mais de 5 anos de blog, acabei aprendendo um pouco e criando minhas próprias regras para menu degustação (denovo: MINHAS próprias regras, antes que algum gastro-chato venha questionar algo!):

1) não como menus-degustação em qualquer restaurante - o restaurante precisa estar muito bem estruturado e ter o menu bem definido para poder atender em um bom timing (imagina atender com diversas mesas cheias, seguindo a ordem de várias etapas. Falo tanto dos garçons como da cozinha: é um desafio e tanto…). Já cheguei a passar 3 horas aguardando a sequência de 7 pratos (e não foi só uma vez!). E soma-se a isso a necessidade de acertar no tamanho das porções: não podem ser nem muito grandes (para conseguir-se chegar até o fim) e nem muito pequenas (já saí com fome de um restaurante depois de um menu de 13 passos…)

2) não procuro saber do que se trata cada prato antes de provar – quando estou em outros países, apesar de o garçom sempre descrever os pratos, com informações sobre a origem, cultura e todo bioma da região, muitas vezes a tradução não colabora. Eu só peço essas maiores informações depois de ter provado o prato para evitar julgamentos e preconceitos. Afinal, a cultura de cada lugar faz com que alimentos que para nós são estranhos acabem sendo super comuns para eles. E os restaurantes que passam pelo item 1 certamente surpreenderiam com esse tipo de ingredientes.

3) Geralmente evito os menus de 13 pratos ou mais – grande parte dos restaurantes possui menus de 7 ou 13 pratos e você precisa escolher. Apesar de as opções dos de 13 serem convidativas, já cansei de sair com fome nesse tipo de menus. E digo mais, nos de 7 eles acabam concentrando muitos pratos excelentes em porções um pouco maiores. Ou seja: não costuma ficar aquela sensação de “quero mais” para em seguida chegar um prato mais ou menos.

4) Se quero ir a um desses restaurante, reservo com antecedência. Claro que existe o quesito sorte e que muitas vezes o concierge do hotel consegue, mas evito correr riscos.

5) Sempre vou com a mente aberta. Nem sempre os restaurantes querem surpreender com sabor, grande parte das vezes é com o visual e com o contexto do alimento na cultura local (algumas vezes cultivados no próprio restaurante…).

Dito isso tudo, apenas para explicar todo contexto do que eu esperava nesse jantar, posso afirmar: conseguiram me surpreender muito! Só que principalmente pelo sabor, do início ao fim do menu, agregando toda parte visual, todo contexto de bioma local que falei acima, serviço excelente e claro: ambiente.

Sobre a sequência, alguns dos pratos (não consegui fotografar todos):

E de repente, uma seqüência de pratos deliciosa… Até que, depois de já ter comido os três pratos, o garçon veio com a tradução para o português: porquinho da índia. A textura e sabores eram de porco, mas na miha cabeça me imaginei comendo rato hahah. E foi o que encontrei quando pesquisei a respeito no Google Images… Posso dizer agora que gosto! Abaixo a foto de um desses pratos…

Sobremesas são capítulo à parte: já conhecia do restaurante do Chile. Astrid é simplesmente uma doceira de mão cheia…

Esse foi um dos poucos menus que já comi na vida que me deu vontade de repetir tudo, do início ao fim, (mesmo sabendo que tinha comido porquinho da índia hahaha) e seria surpreendida novamente, com tantos sabores incríveis!